A noite nos conduz

Imagine alguém que deixa o Brasil nos anos da ditadura militar. O exílio autoimposto se dá mais por valores existenciais do que propriamente políticos. Duas décadas depois, ele deixa mulher e filhas no exterior e volta só, desejoso de reencontrar um país que a memória idealizou e reconstruir a vida. Desejoso de reencontrar a ambiência, os amigos da infância, inclusive o amigo que enveredara pela luta armada.
Porém, se defronta com finais da Era Collor e, convivendo com individualismos exacerbados, exemplos de imoralidade e corrupção, principalmente no mundo do trabalho do qual participa, procura uma saída, um centro, algum alento existencial.
Esse é o tema que perpassa o romance A noite nos conduz.
O personagem, em questão, consciente da falência e esgotamento dos valores com pretensões morais, notadamente no “Mundo do Trabalho”, se põe em busca de uma ética própria, até onde isso é possível. Age como um buscador, numa espécie de acordo tácito consigo mesmo, de um modo de vida que o coloque à deriva dos padrões ou modelos preestabelecidos para conseguir assim seguir em frente.
O livro recebeu da Fundação Biblioteca Nacional, o prêmio Bolsa para Autores com Obra em Fase de Conclusão
Premios e publicacoes
Prêmio: Fundação Biblioteca Nacional – Bolsa para Autores com Obra em Fase Conclusão
Publicação digital: Amazon/2020